O Cepticismo e Montaigne

Montaigne, uma das figuras mais marcantes do dealbar da modernidade, foi não apenas um vulto cimeiro da literatura, criador do género «ensaio», como também um fino e original filósofo, que contribuiu decisivamente para a revivescência do cepticismo antigo, e de cuja obra a riqueza mais e mais se nos revela à medida que lhe aprofundamos a leitura e o estudo. Desde o século que, salvo raríssimas excepções, a grandeza literária lhe foi unanimemente elogiada, mas já a sua faceta de filósofo tem, essa, sido reconhecida e valorizada com intermitências e interrupções. Nos últimos decénios, de entre os cada vez mais abundantes e diversificados estudos sobre Montaigne, destacam-se, com aqueles de natureza interdisciplinar, os de índole filosófica, exibindo a pregnância do seu pensamento a respeito de muitas das grandes questões do presente, nomeadamente no domínio da ética e da teoria política. Por outro lado, tem-se assistido, também nas décadas mais recentes, a uma renovação e intensificação da reflexão filosófica e da análise dos temas e problemas cépticos. Situando-se na encruzilhada das tradições de estudos destes dois temas (cepticismo, Montaigne), o presente colóquio, precisamente intitulado as Jornadas «O Cepticismo e Montaigne», intenta mostrar como ambos um ao outro se iluminam.

 

UBI, Pólo I, Sala dos Conselhos

 


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