Editorial

O Labcom cumpre este ano uma década. Parece pouco tempo, mas no mundo online é uma eternidade. Em 2002, ano em que este centro foi criado, existiam em todo o mundo pouco mais de 500 mil utilizadores de Internet. Hoje, esse número ultrapassou os 2 mil milhões e a emergência dos dispositivos móveis com ligação à rede vai acelerar ainda mais este crescimento.

Nestes dez anos, os equipamentos de acesso ficaram mais pequenos, mais potentes e mais baratos. As zonas de wifi grátis aumentaram e as ligações de alta velocidade estão nos lares de uma parte substancial dos cidadãos. O surgimento das ferramentas da Web 2.0, como blogues, microblogues e redes sociais, atraíram novos públicos dos 8 aos 80, transformando a Web num um novo espaço público transversal a todas as gerações. Atualmente, o mundo online faz parte integrante das sociedades, o que abriu um novo e promissor campo de estudo para as Ciências da Comunicação.

Embora a investigação do Labcom não se resuma ao online, é neste campo que tem a sua marca distintiva. Para além da produção científica, o centro destaca-se pela sua presença na web:  uma editora, três bibliotecas e quatro revistas científicas permitiram a globalização de uma pequena universidade do interior português. A Biblioteca Online de Ciências da Comunicação (BOCC), o projeto âncora do Labcom, disponibiliza atualmente 2484 documentos que atraem cerca de 1300 visitas diárias oriundas de todo o mundo: este número representa quase um terço dos 1.5 milhões de visitantes que em 2011 consultaram as páginas do universo Labcom.

Uma década após a sua criação, este centro de investigação parece ser uma aposta ganha, mas ainda está quase tudo por fazer. Por isso trabalhamos todo os dias para conseguir uma segunda década ainda melhor do que a primeira.

João Canavilhas, subdiretor do LabCom

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